quarta-feira, 24 de março de 2010

Grifando Palavras

Fui iniciado ao passatempo de juntar letras ainda cedo, com cerca de 4 anos conseguia ler algumas frases. Como não tinha idade para ir à pré-escola (que não sei como se chama hoje em dia) ficava em casa, brincando de adivinhar as palavras com minha mãe. Me interessei e comecei a ler de fato aos seis ou sete anos, quando meu pai começou a me dar várias revistas em quadrinhos, mangás e livros infantis. Ou nem tanto.
Desde sempre fui orientado a grifar as palavras que não conhecia, para uma posterior busca no majestoso “Aurélião”. Fato é, que tal atitude se tornou dispensável com o passar dos anos. Não deixei de grifar palavras, mas a consulta deixou de ser necessária, pois a própria vida me deu o significado de várias delas.
Dor. Saudade. Sofrimento. Alegria. Festa. Salário. Final de semana. Estudar...
São algumas das palavras, que parecem simples, mas que tem pouca significação e fazem quase nenhum sentido a uma criança de seis anos.

Penso que naquele tempo eu talvez fosse mais íntimo das palavras.

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Eu ia e vinha...

Eu ia e vinha...
... e era lá que eu me perdia, no espaço entre teus lábios.

Um travessão e uma exclamação.