quinta-feira, 1 de abril de 2010

Poema Sem Estética

As flores se rendendo a estação

bailam belas cores vestidas de luz

A Flor, inócua em seu botão

com um discreto sorriso, à loucura conduz

As flores encantam e recebem canto

Mas com o tempo se tornam triviais

A Flor, inconstante e enigmática é tanto

Que para não notá-la tem que estar cego demais:

As flores são exuberantes

A Flor é bela

As flores são voluptuosas

A flor é sutil

As flores terminado seu ciclo, secam e morrem

e não há florista que reclame sua custódia

A Flor causa ordem e desordem

Porém,

Vive para sempre, num campo do jardim da alma

Chamado memória.

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Eu ia e vinha...

Eu ia e vinha...
... e era lá que eu me perdia, no espaço entre teus lábios.

Um travessão e uma exclamação.